2012 - O ano de todos os perigos
2011 acabou com o "Pingo Doce" de malas aviadas para a Holanda, retomando a rota principal da diáspora sefardita do passado (não se aprende nada com a história, pois não?). Não me espanta, nem percebo o espanto. O instinto de sobrevivência e de vivência da autonomia privada sempre se sobrepôs a fronteiras, políticas e credos. Só há uma lei: a liberdade do mais forte e é por isso que o capitalismo é darwinista. Perante a debacle do DeutschEuro, a vulgar rapina do Estado e pelo Estado, a inenarrável incompetência pessoal e profissional dos "okupas" de cargos políticos e a destruição do futuro, que resta senão fugir enquanto se pode? Vão-se os jovens, os menos jovens, as empresas e tudo quanto ainda tem um sopro de vida. Fica uma geração de velhos, os mais sacrificados e espoliados. Uma geração que conheceu a pobreza que barrava apenas um dos lados do pão, fez uma guerra vã, pagou impostos para um sistema que os abandonou e agora é deixada à sua boa ou má sorte. Entre os que vão e os que ficam, restamos nós, os "pagantes da dívida", os que supostamente gastámos demais (!?) e que agora temos que nos ver com taxas especulativas, impostos encapotados e desencapotados, sem empregos e sem reformas, mas com a certeza de que nada do que nos impõem terá qualquer efeito útil. Para já, Deutschland über alles in der Welt! Não será por muito mais, não. Feliz Ano Novo.




4 Comments:
Estrangeirados e cépticos não ajudam a causa da nação... mas também se calhar pouco lhes importa. CC.
"It is much easier to be critical than to be correct" -
Benjamin Disraeli
... especially anonymously.
Cara MRR:
Concordo plenamente! E feliz ano novo!
Cara amiga, gostei dos "okupas". Muito bem dito! Luísa
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