Quinta-feira, Novembro 24, 2011

Mind the gap!

Mais uma greve geral, apoiada (sobretudo) por aqueles que, politicamente, no ano passado a contrariaram... Enfim, as contradições "pequeninas" do binómio poder/oposição. É uma greve que, tal como a anterior, chegou tarde. Deveria ter sido feita, pelo menos, em 2006. Talvez não se evitasse tudo, mas ter-se ia evitado o descalabro desavergonhado em que nos encontramos e ter-nos-ia poupado a empáfia de uma nomenklatura parvenue de gravatas cor-de-rosa e licenciaturas for the record. Enfim, águas passadas que moverão sinistros moinhos por muitos e muitos anos...
E agora? Agora tudo como dantes no quartel-general de Abrantes: estado de confisco permanente, irresponsabilidade e impunidade de quem teceu as malhas de um sistema clientelista, medíocre, corruptível e de opacidade directamente proporcional à incompetência da nomenklatura. Aparentemente, só se faz luz para a troika - e mesmo assim,  por frinchas, não vão eles ficar ofuscados por mais "Madeiras".
Mas e a greve contra a austeridade? A austeridade é já tão útil quanto uma "viola num enterro"! Quanto a resultados, os grevistas ganharam moralmente: pela primeira vez, a retórica dos sindicatos congratulou-se com a  mera eficácia cívica e pedagógica de uma greve. Só não percebi o score: segundo o Governo 3,picos%, para os sindicatos 90% (no rodapé do jornal televisivo). Será que o rigor de ambas avaliações  nos diz alguma coisa sobre a razão de ser da nossa miserável situação? Meus senhores, mind the gap! 

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Gravatas cor-de-rosa? Então e os fatinhos Boss?

3:06 PM  
Anonymous hm said...

Prada, senhores, que não fazia por menos...

11:36 AM  

Enviar um comentário

<< Home