Sexta-feira, Maio 18, 2012
Quinta-feira, Maio 10, 2012
Jazz-food: romanesco
Para combater a fast-food sem perder o vector fast:
Coze-se um romanesco a gosto (com sal, sem sal, tenro ou mais al dente). Coloca-se num tabuleiro de ir ao forno, polvilha-se levemente de pimenta negra (opcional) e cobre-se do queijo fondant que se encontrar no frigorífico (mozzarella, flamengo, etc.). Deixar derreter o queijo e servir. Pode acompanhar com uma fatia de peito de perú fumado, servir-se como entrada ou como prato único para uma refeição mais ligeira.
Quarta-feira, Maio 02, 2012
Fernando Lopes (1935 - 2012)
O cinema português foi quase sempre pobre e soturno, mesmo quando se reduzia a comédias popularíssimas. Fernando Lopes excepcionou a regra umas quantas vezes, na "Abelha na Chuva" e no "O Delfim", que me lembre assim de repente. Recordo, sobretudo, a sua mestria nas analepses e lembro-me tão bem do cartaz da "Abelha na Chuva" no TAGV... filme que não vi na altura por não ter idade!
Terça-feira, Maio 01, 2012
Segunda-feira, Abril 30, 2012
"... a ponte é uma miragem"
ninguém nas ruas. não há trânsito. não há ruído.
terão ido para a neve ou para os trópicos?
terão ido para a neve ou para os trópicos?
Domingo, Abril 29, 2012
Édipo - de Tebas ao Porto
O Édipo de Sófocles é "A" tragédia. Depois de Édipo, Lear, Hamlet ou Prometeu são trágicos, mas não são a tragédia. Por isso a sua representação é, só por si, um risco maior, o risco de transformar "a" tragédia "numa" tragédia, ou ainda pior num pastiche. Não é o que se passa com o espectáculo em cena no Teatro do Bolhão. De Tebas ao Porto, Édipo não perde a intensidade dramática e continua a arrepiar alma com as suas palavras, sem necessidade de efeitos especiais.
Etiquetas: Teatro
Sexta-feira, Abril 20, 2012
Viagens na minha terra (161)
Porquê?
Fizeram-te de algodão, açúcar e perfume e eu, ... nunca fiz senão sonhar
És amor dos pés á cabeça
Porquê? (...)
Fizeram-te de algodão, açúcar e perfume e eu, ... nunca fiz senão sonhar
És amor dos pés á cabeça
Porquê? (...)
J. M Torrado
22/01/2012
Etiquetas: Viagens na minha terra
Coincidências... ou talvez não
O tema das coincidências, do cruzamento de histórias, na vida e na ficção, é, para mim, fascinante. Não resisto a uma sequência em que ao leitor / espectador é deixada ver ou, melhor ainda, é subtilmente sugerida uma conexão com outra história que decorre paralelamente. Desde a Trilogia de Nova York, de Paul Auster, até ao mais óbvio cruzamento numa esquina de Catherine Zeta-Jones com Benicio Del Toro em Traffic, é para mim uma satisfação identificar lugares paralelos, linhas tangentes ou destinos sobrepostos.
É por isso que a Trilogia de Kieslowski sempre me fascinou. E pela música de Preisner, pela Binoche, pela Irène Jacob, pela Julie Delpy, pelas imagens daquela piscina à noite, pelo voyeurismo próprio da espécie humana, pela candura dos polacos... Três cores, Blue, Blanc, Rouge — as cores da bandeira francesa (porque o dinheiro que financiou os filmes era francês, desmistificou, ou não, Kieslowski) —, a igualdade, a liberdade e a fraternidade a informar cada um dos filmes. E depois, os cruzamentos no tribunal, com Binoche a entreabrir uma porta em Bleu, deixando ver Blanc (e vice-versa), uma cena deseperante de uma senhora de idade a tentar colocar garrafas num vidrão, a cena final de Rouge com o naufrágio do ferry no Canal, onde se fecham todos os círculos, etc., etc.,...
Na obra de Almodovar (que tratou, com o seu estilo muito pessoal, igualmente muito bem, o voyeurismo) também temos uns cruzamentos engraçados, como em La flor de mi secreto, o argumento do novo romance escrito por Armanda Gris, cansada de escrever "lixo", explorado muito mais tarde por Almodovar em Volver. Ou então, o pano de fundo da doação de órgãos, presente em La flor de mi secreto, Todo sobre mi madre, Hable con ela...
Mas esta reflexão sobre os filmes, e as ligações entre eles, vem a propósito desta "curta", Tarantino's mind (300 ml / RJ), já de 2006, em que um dos personagens demonstra a sua "tese" sobre o realizador. Também um dos meus preferidos, desde Reservoir dogs, passando por Pulp fiction e, sempre, Jackie Brown. A curta-metragem podia ela própria ser de Tarantino: o absurdo do diálogo, pelo local, pelos intervenientes e pelo tema, tal como em Reservoir dogs (aquela sequência inicial é genial!) ou em Pulp fiction. Só falta mesmo os actores levantarem-se no final e gritarem "isto é um assalto!" e matarem meia dúzia. Depois os actores são o Seu Jorge, já outras vezes convocado para este blog, embora para cantar, mas sempre muito bom a actuar como prova em Cidade de Deus, com o seu "Mané Galinha". E Stelton Mello, bem conhecido entre nós desde miúdo (desde a novela Corpo a corpo, a do diabo, para quem via novelas no princípio dos 80s...).
Uma obra de arte:
E depois, há as coincidências da vida, ou das vidas, das histórias, dos percursos de cada um...
Mas isso fica para outro post.
É por isso que a Trilogia de Kieslowski sempre me fascinou. E pela música de Preisner, pela Binoche, pela Irène Jacob, pela Julie Delpy, pelas imagens daquela piscina à noite, pelo voyeurismo próprio da espécie humana, pela candura dos polacos... Três cores, Blue, Blanc, Rouge — as cores da bandeira francesa (porque o dinheiro que financiou os filmes era francês, desmistificou, ou não, Kieslowski) —, a igualdade, a liberdade e a fraternidade a informar cada um dos filmes. E depois, os cruzamentos no tribunal, com Binoche a entreabrir uma porta em Bleu, deixando ver Blanc (e vice-versa), uma cena deseperante de uma senhora de idade a tentar colocar garrafas num vidrão, a cena final de Rouge com o naufrágio do ferry no Canal, onde se fecham todos os círculos, etc., etc.,...
Na obra de Almodovar (que tratou, com o seu estilo muito pessoal, igualmente muito bem, o voyeurismo) também temos uns cruzamentos engraçados, como em La flor de mi secreto, o argumento do novo romance escrito por Armanda Gris, cansada de escrever "lixo", explorado muito mais tarde por Almodovar em Volver. Ou então, o pano de fundo da doação de órgãos, presente em La flor de mi secreto, Todo sobre mi madre, Hable con ela...
Mas esta reflexão sobre os filmes, e as ligações entre eles, vem a propósito desta "curta", Tarantino's mind (300 ml / RJ), já de 2006, em que um dos personagens demonstra a sua "tese" sobre o realizador. Também um dos meus preferidos, desde Reservoir dogs, passando por Pulp fiction e, sempre, Jackie Brown. A curta-metragem podia ela própria ser de Tarantino: o absurdo do diálogo, pelo local, pelos intervenientes e pelo tema, tal como em Reservoir dogs (aquela sequência inicial é genial!) ou em Pulp fiction. Só falta mesmo os actores levantarem-se no final e gritarem "isto é um assalto!" e matarem meia dúzia. Depois os actores são o Seu Jorge, já outras vezes convocado para este blog, embora para cantar, mas sempre muito bom a actuar como prova em Cidade de Deus, com o seu "Mané Galinha". E Stelton Mello, bem conhecido entre nós desde miúdo (desde a novela Corpo a corpo, a do diabo, para quem via novelas no princípio dos 80s...).
Uma obra de arte:
E depois, há as coincidências da vida, ou das vidas, das histórias, dos percursos de cada um...
Mas isso fica para outro post.
Quarta-feira, Abril 18, 2012
Terça-feira, Abril 17, 2012
Segunda-feira, Abril 16, 2012
Lucian Freud - Portraits
Tirando as suas primeiras obras, arrogantemente psicanalíticas (tolerável, pela demasia que acompanha a juventude), é possível ver como a pintura de Freud evoluiu até se tornar a escalpelização hiper-realista que conhecemos.
Nos retratos do dia e nos retratos da noite, a mesma visão brutal da texturização dos corpos feitos pura massa, como em Sunny morning - eight legs.
Memorável!
Domingo, Abril 15, 2012
Sexta-feira, Abril 13, 2012
Contra a corrente (?) 2
Há quase 7 anos escrevi isto numa daquelas alturas em que a a miragem das férias muito próximas e a adrenalina do trabalho ainda a terminar se misturam sem nos dar o merecido sossego. Nessa altura não havia ainda Lei sobre a Procriação Medicamente Assistida (a actual Lei n.º32/2006, de 26 de Julho) e as responsabilidades parentais ainda não tinham vestido a nomenclatura pós-moderna. Dou o devido desconto, por isso e pelo calor, a algumas imprecisões no que desabafei. Afinal não era mais do que isso, um monólogo de end of term.
Por estes dias, o tema voltou à baila com a anunciada alteração da referida lei que, ao que parece, vai rever a nulidade dos contratos de maternidade de substituição e, consequentemente, o critério do estabelecimento da maternidade.
Volto a ouvir, curiosamente, argumentos semelhantes aos que na altura eram apresentados. Ainda ontem, aqui mesmo na FDUP. Ouvi, como sendo verdades insofismáveis, que o recurso aos meios técnicos e científicos para a reprodução não passam disso mesmo, isto é, no auxílio da Medicina para satisfazer a vontade individual e, nesse sentido, nada tem de artificial ou só o é na mesma medida da contracepção ou da cirurgia estética; que os índices de felicidade nos países onde estes "direitos" estão adquiridos são muito superiores aos dos países que mantêm o princípio da subsidiaridiedade no recurso à PMA ou não admitem a maternidade de substituição; que há, relativamente à admissibilidade da maternidade de substituição por contrato gratuito amplo consenso na sociedade portuguesa.
Mais uma vez, e tal como em 2005, estas certezas convocam-me inúmeras dúvidas.
Será que gerar uma vida é equivalente a uma rinoplastia? Isto é, podemos olhar para a PMA como o simples auxílio técnico ao direito a procriar? Mas existe direito a procriar? Eu diria que gerar uma vida é, antes da realização de um projecto de vida individual, uma enorme responsabilidade. Para satisfação pessoal compra-se um cão, desculpem-me a crueza. Não estarão os tais "índices de felicidade" mais relacionados com as condições socio-económicas dos países em questão e com as possibilidades de emprego? E aonde pára a famosa taxa de suicídio dos países nórdicos? Terá desaparecido com a maternidade de substituição? E quanto ao amplo consenso estamos conversados: dou aulas, há alguns anos, a uma população jovem normalmente muito aberta a estas questões e é precisamente a maternidade de substituição que mais perplexidades gera e maiores dúvidas suscita quando o tema é tratado. Até porque, convenhamos, quantos serão os contratos verdadeiramente gratuitos que serão realizados?
Isto também é um desabafo. Quanto aos problemas técnico-jurídicos suscitados pelas propostas de alteração à Lei da PMA, que não são poucos, o local e a forma não servem.
Por estes dias, o tema voltou à baila com a anunciada alteração da referida lei que, ao que parece, vai rever a nulidade dos contratos de maternidade de substituição e, consequentemente, o critério do estabelecimento da maternidade.
Volto a ouvir, curiosamente, argumentos semelhantes aos que na altura eram apresentados. Ainda ontem, aqui mesmo na FDUP. Ouvi, como sendo verdades insofismáveis, que o recurso aos meios técnicos e científicos para a reprodução não passam disso mesmo, isto é, no auxílio da Medicina para satisfazer a vontade individual e, nesse sentido, nada tem de artificial ou só o é na mesma medida da contracepção ou da cirurgia estética; que os índices de felicidade nos países onde estes "direitos" estão adquiridos são muito superiores aos dos países que mantêm o princípio da subsidiaridiedade no recurso à PMA ou não admitem a maternidade de substituição; que há, relativamente à admissibilidade da maternidade de substituição por contrato gratuito amplo consenso na sociedade portuguesa.
Mais uma vez, e tal como em 2005, estas certezas convocam-me inúmeras dúvidas.
Será que gerar uma vida é equivalente a uma rinoplastia? Isto é, podemos olhar para a PMA como o simples auxílio técnico ao direito a procriar? Mas existe direito a procriar? Eu diria que gerar uma vida é, antes da realização de um projecto de vida individual, uma enorme responsabilidade. Para satisfação pessoal compra-se um cão, desculpem-me a crueza. Não estarão os tais "índices de felicidade" mais relacionados com as condições socio-económicas dos países em questão e com as possibilidades de emprego? E aonde pára a famosa taxa de suicídio dos países nórdicos? Terá desaparecido com a maternidade de substituição? E quanto ao amplo consenso estamos conversados: dou aulas, há alguns anos, a uma população jovem normalmente muito aberta a estas questões e é precisamente a maternidade de substituição que mais perplexidades gera e maiores dúvidas suscita quando o tema é tratado. Até porque, convenhamos, quantos serão os contratos verdadeiramente gratuitos que serão realizados?
Isto também é um desabafo. Quanto aos problemas técnico-jurídicos suscitados pelas propostas de alteração à Lei da PMA, que não são poucos, o local e a forma não servem.
Bairro dos Livros

Todos ao bairro!
Quinta-feira, Abril 12, 2012
Viagens noutras terras (65) * especial pastel de nata
Pastel de Nata
BE WARNED eating this Portuguese custard tart is addictive
1 = £ 1.50
4 = £ 5.00
6 = £ 7.00
Finalmente, uma estratégia do governo que dá resultado! Álvaro pode dormir descansado, o pastel de nata já é uma exportação de sucesso e quiçá a salvação do país. Embora um pouco anémicos para o meu gosto, é um alívio saber que cada um deles abate 0,000000000001 cêntimo à dívida externa.
Para quando a campanha do pastel de feijão, das popias e das glórias?
Para a cozinha, já e em força!
Etiquetas: Viagens noutras terras
Terça-feira, Abril 10, 2012
Quarta-feira, Abril 04, 2012
Terça-feira, Abril 03, 2012
Sexta-feira, Março 23, 2012
Porque é certo que não somos todos iguais
Há já algum tempo escrevi um post sobre um fenómeno que sempre me impressionou: a precaridade da nossa sanidade mental e a ténue fronteira entre a delinquência e a conduta exemplar. Um tema, de resto, que tem sido alvo de investigação na nossa Escola de Criminologia. Foram umas linhas custosas de redigir, entre a dificuldade de exprimir o meu pensamento e o receio de ser mal interpretada.
Ontem, porém, encontrei as palavras certas, o estilo preciso, a redacção exacta da minha ideia numa passagem de O jovem Torless, de Robert Musil [trad. João Filipe Pedro (da ed. alemã de 1978), Lisboa, Livros do Brasil, 1987, pp. 76-77]:
"Assim também era possível que, no mundo quotidiano e nítido que ele até então conhecera, se abrisse uma porta levando a outro mundo, abafado, ardente, apaixonado, desnudado, desvastador. Assim era possível que entre uma pessoa cuja vida se move regradamente entre o escritório e a família, como numa transparente e firme casa de vidro e ferro, e uma outra pessoa, desprezada, ensanguentada, imunda, que deambula por confusos corredores repletos de vozes e urros, não apenas existisse uma passagem, mas que que as suas fronteiras se tocassem, secretas, próximas, podendo ser ultrapassadas a qualquer momento?
Havia apenas uma questão: como é que isso é possível? O que é que acontece em tais momentos? O que é que explode no ar com um grito e subitamente se extingue?"
A genialidade da escrita de Musil é inquestionável. O que nos leva para outros temas, como o facto de não sermos todos iguais, ou, também, para a velha questão sobre a capacidade de expressão e a forma como o domínio palavra escrita condiciona os nossos pensamentos (e os pensamentos a escrita, num movimento incessante de simbiose), ou, como dizia Caetano, "se você tem uma ideia incrível, é melhor fazer uma canção, está provado que só é possível filosofar em alemão", ou ainda, como as ideias são como as cerejas...
Diga-se, em meu abono, que eu e Musil utilizamos a mesma imagem de uma fronteira difusa e que eu até desenhei uma linhinha fininha a vermelho no meu post...
Segunda-feira, Março 12, 2012
Flora.on

A Sociedade Portuguesa de Botánica presenteou-nos com uma "ferramenta" (ou melhor, um "brinquedo"!) muito útil e educativa (e bonita, já agora). Uma iniciativa louvável!
P.S. Obrigada ao Dias com árvores pela informação e pelo magnífico post do Paulo Araújo.
Quinta-feira, Março 08, 2012
Mais achas para a fogueira linguística no dia da mulher - (cont.)
e, de novo, do lado de lá da raia... uma lição de bom-senso: "Es ingenuo pretender cambiar el lenguage para ver si cambia la sociedad..."
Mais achas para a fogueira linguística no dia da mulher
And now for something completely different...
"Guia para uma Linguagem Promotora da Igualdade entre Mulheres e Homens na Administração Pública"ou a igualdade a martelo.
(nota: o pdf tem no início páginas em branco, provavelmente símbolo de neutralidade)
(nota: o pdf tem no início páginas em branco, provavelmente símbolo de neutralidade)
Quarta-feira, Março 07, 2012
Porque é que a língua causa paixões?
Excelente artigo do El País sobre a língua, muito interessante à luz do nosso mal-amado desacordo ortográfico. Como aí se atribui a Javier María: "Vemos a intromissão na língua como um atentado à liberdade". Impressionante como deste lado da fronteira tão poucos vêem o óbvio...
Terça-feira, Março 06, 2012
Sexta-feira, Março 02, 2012
Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012
Reintegração do Capitão Barros Basto
Hoje foi o dia da apreciação e votação do Parecer sobre a petição n.º 63/XII/1.a - "Reintegração no Exército do Capitão de Infantaria Artur Carlos Barros Basto, que foi alvo de segregação político-religiosa no ano de 1937"; (a pedido da Comissão de Defesa Nacional). Foi Relator: Deputado Carlos Abreu Amorim (PSD).
Parece que a reintegração está mais perto, após mais de setenta anos!!!
O fim da vergonha não é justiça, é mera reparação.
O fim da vergonha não é justiça, é mera reparação.
* Foto retirada do site do jornal "Público"
Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012
Brave New World
Tem 11 anos e meio e passou o serão de ontem a ver, em directo (via Internet), os BritAwards ao mesmo tempo que ia comentando com a a amiga que vive na Bélgica (via Skype) e escrevendo na página, que ambas criaram e administram (via Facebook), de fans de uma tal boysband, os One Direction (pff....).
Por isso foi tão difícil mantê-la duas horas sentada a estudar matemática só com papel e lápis.
Por isso vai ser quase impossível ensinar os conflitos de qualificações, daqui a uns anos, a outros como ela.
Por isso foi tão difícil mantê-la duas horas sentada a estudar matemática só com papel e lápis.
Por isso vai ser quase impossível ensinar os conflitos de qualificações, daqui a uns anos, a outros como ela.
Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012
Domingo, Fevereiro 19, 2012
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012
Segunda-feira, Fevereiro 13, 2012
Perder uma boa ocasião para estar calado
Aterra uma mãe trabalhadora, ao fim de uma semana de labuta, no sofá da sala e liga a televisão. Nos principais canais portugueses, cabo incluído, desfilam programas com "painéis" de comentadores. Os assuntos: política e futebol. Entenda-se, não se discute desporto e a "vida da cidade", mas debitam-se opiniões, palpites, meros "bitaites (como se diz na minha terra) sobre casos, árbitros, frases ditas polémicas, conversas de bastidores. Tudo muito elevado e de grande importância. Às tantas, paro no canal onde, num debate moderado por Mário Crespo, fala o deputado do PC Rúben de Carvalho e outro da oposição de quem não me ocorre o nome. Fico ali uns minutos porque desde o dia em que ouvi uma entrevista com o deputado comunista em que este se dizia admirador confesso dos E.U.A e cuja cidade favorita era Nova Iorque, tento sempre encontrar uma explicação razoável para tamanho paradoxo. Na sexta-feira, o deputado mostrava-se indignado com uma conversa filmada pela TVI entre os ministros das Finanças alemão e português, alegadamente escandalosa, na opinião do próprio ; já na minha modesta opinião, a coisa não passou dos galhardetes próprios destas ocasiões e se aquilo incomodava alguém só poderia ser o contribuinte alemão que previa mais um saque ao seu bolso...adiante. Mas o deputado estava verdadeiramente chocado com a posição relativa, em sentido literal, dos visados. Pois não era que o Gaspar se tinha baixado, em pose servil, e o outro nem se dignara a levantar para falar com o seu homólogo?!! Esperei pacientemente (e irritada) que ao menos o Crespo lhe fosse dizendo que er...como se há-de dizer isto...o ministro alemão...pois...é paraplégico..anda em cadeira de rodas, pois, levantar-se era difícil, pois... Mas não disse, presumo que por delicadeza, para o outro não ficar, como se diz, com "cara de tacho", era aborrecido.
Consta que, entretanto, igual pérola saiu da boca de um outro comentador encartado, um tal de Adão qualquer coisa (só me ocorre o Adão Oculista, não sei porquê), rapaz igualmente brilhante e perspicaz e, ao que parece, também distraído.
No resto do fim-de-semana ainda passei os olhos por jornais que falavam abundantemente de uma declaração do PM sobre a pieguice dos portugueses. Com esforço, dei-me ao trabalho de ler o discurso e não percebi porque estavam as donzelas ofendidas, mas enfim, o defeito seve ser meu. Mas confesso que me dava muito jeito ter cá em casa estes glosadores da res publica. É que tenho sérias dificuldades em entender o discurso da pré-adolescente que repete "tipo" e "ok" três vezes em cada frase e o poema da "Chuva Oblíqua" sempre me pareceu impenetrável.
Consta que, entretanto, igual pérola saiu da boca de um outro comentador encartado, um tal de Adão qualquer coisa (só me ocorre o Adão Oculista, não sei porquê), rapaz igualmente brilhante e perspicaz e, ao que parece, também distraído.
No resto do fim-de-semana ainda passei os olhos por jornais que falavam abundantemente de uma declaração do PM sobre a pieguice dos portugueses. Com esforço, dei-me ao trabalho de ler o discurso e não percebi porque estavam as donzelas ofendidas, mas enfim, o defeito seve ser meu. Mas confesso que me dava muito jeito ter cá em casa estes glosadores da res publica. É que tenho sérias dificuldades em entender o discurso da pré-adolescente que repete "tipo" e "ok" três vezes em cada frase e o poema da "Chuva Oblíqua" sempre me pareceu impenetrável.
Sexta-feira, Fevereiro 10, 2012
Terça-feira, Fevereiro 07, 2012
Compras alternativas (12)
Na Festa do Livro, na Fundação Cupertino de Miranda, e na Pregoaria Nacional.
Etiquetas: Compras alternativas













